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Vaticano

Editorial: Jamais jovens-sofá

Editorial: Jamais jovens-sofá

Cidade do Vaticano (RV) – No início desta semana o Papa Francisco divulgou a sua mensagem aos jovens do mundo inteiro por ocasião da XXXII Jornada Mundial da Juventude 2017, que este ano se celebra em nível diocesano no próximo Domingo de Ramos, 9 de abril. Francisco mais uma vez, dirigindo-se ao futuro da nossa sociedade e da Igreja, não deixou de recordar aos jovens que com a sua coragem, eles podem tornar o mundo menos cruel e mais humano. Para dar uma difusão ainda maior da sua Mensagem escrita, o Papa quis apresentá-la com uma vídeo mensagem, na qual faz aceno a algumas temáticas do texto. O tema desta JMJ é “O Todo-poderoso fez em Mim maravilhas”. O Pontífice afirma no seu texto que tem uma recordação cheia de vida do encontro da JMJ de 2016, em Cracóvia, no encerramento da qual todos os jovens se colocaram a caminho em direção da próxima meta que, se Deus quiser, será o Panamá, em 2019. E neste caminho ideal em direção da tão almejada meta, o Papa deseja que exista sintonia entre essa estrada em direção ao Panamá, e o próximo Sínodo dos bispos dedicado precisamente aos jovens, em 2018, sobre o tema: “Os jovens, a fé, o discernimento vocacional”. E o olhar de Francisco, como não poderia deixar de ser é dirigido a Maria que acompanha os jovens neste caminho, Ela que viajou, saiu de casa para ir ao encontro de sua prima Isabel. “Maria não fica fechada em casa porque não é uma ‘jovem-sofá’”. Ela não quis ficar em casa para não ser perturbada. “Maria é movida pela fé, coração de toda a sua história”, escreve. Francisco destaca aos jovens que como a jovem de Nazaré, eles também podem melhorar o mundo, deixar um sinal que marque a história, a própria história e a dos outros. A Igreja e a sociedade – continua o Papa - precisam dos jovens para que, com sua coragem, sonhos e ideais, abatam os muros da imobilidade e se abram caminhos que levem a um mundo melhor, mais justo, menos cruel e mais humano. Francisco na sua mensagem afirma ainda que “muitos dizem que os jovens são desmemoriados e superficiais. “Não concordo de maneira alguma!” retruca. Mas bem sabemos que é preciso reconhecer que, nestes nossos tempos, há necessidade de recuperar a capacidade de refletir sobre a própria vida e projetá-la para o futuro. Ter um passado não é o mesmo que ter uma história. Na nossa vida, podemos ter tantas recordações, mas delas… quantas constroem verdadeiramente a nossa memória?, perguntou-se Francisco, acrescentando: “quantas são significativas para os nossos corações e ajudam a dar um sentido à nossa existência? Os rostos dos jovens, nas “redes sociais”, aparecem em muitas fotografias que contam acontecimentos mais ou menos reais, mas de tudo isso não sabemos quanto seja “história”, experiência que possa ser narrada, dotada de uma finalidade e de um sentido. Francisco utiliza expressões e terminologias próprias da juventude, como estar conectado, flashmob, redes sociais, reality show, para pedir aos jovens que sejam protagonistas de sua história e de seu futuro. “Não se deixem transviar por esta falsa imagem da realidade!” Na sua mensagem um aceno também a dois aniversários importantes em 2017: os trezentos anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil; e o centenário das aparições de Fátima, em Portugal, onde, com a ajuda de Deus, Francisco irá em peregrinação no próximo mês de maio. Francisco pede aos jovens que cultivem uma relação de confidência e amizade com Nossa Senhora, confiando-Lhe as suas alegrias, problemas e preocupações. “A jovem de Nazaré, que em todo o mundo assumiu mil rostos e nomes para Se tornar próxima aos seus filhos ajude a cantar as maravilhas que o Senhor realiza em nós e através de nós”. Um desejo do Papa Francisco a todos os jovens que já se colocaram a caminho do Panamá que em 2019 se tornará a capital mundial da juventude. Um olhar para os jovens que se movem, que agem e buscam, para os jovens inquietos e que jamais serão jovens-sofá, cômodos no seu cotidiano de uma vida confortável mas tantas vezes vazia. Um chamado de Francisco para que os jovens saiam e ganhem as estradas do mundo onde farão encontros que marcarão suas vidas e a de muitos outros. Passar por esta vida e deixar marcas, um bom motivo para ser jovem. (Silvonei José)/ RV/ Cultura FM
Papa aos detentos na prisão de San Vittore:

Papa aos detentos na prisão de San Vittore: "Me sinto em casa!"

Milão (RV) – O Papa Francisco visitou no final da manhã deste sábado em Milão a prisão San Vittore, onde estão reclusos 900 presos. Depois de percorrer os diferentes pavilhões e saudar os detentos, almoçou com cerca de cem deles. As autoridades da prisão pensaram que o Papa se sentiria mais à vontade se durante o almoço pudesse trocar algumas palavras com detentos que falassem seu próprio idioma. Por esta razão, colocaram em sua mesa algumas detentas latino-americanas, como a equatoriana Dalia, a argentina Mónica e a chilena Gemma. Os demais lugares no improvisado refeitório foram ocupados por presos representando diferentes nacionalidades e religiões, que aguardam a sentença definitiva. Francisco visitou o primeiro pavilhão onde se encontram as mulheres detidas com seus filhos pequenos. O Papa saudou as detentas e conversou com os voluntários que trabalham no local. Jorge Bergoglio percorreu os diversos setores da prisão até chegar na “Rotonda”, a parte central do complexo prisional, que serve de praça para os reclusos e onde pode saudar e ouvir uma ampla explanação. “Me sinto em casa”, disse Francisco aos presos, segundo informou o jornal Avvenire. Um representante dos presos pediu ao Papa para rezar por eles para “que seus erros possam ser perdoados” e “as pessoas não olhem para eles com desprezo”. O almoço foi preparado por detentas que frequentam o curso da chamada “Escola Livre de Cozinha”. No menu, pratos típicos da cozinha milanesa, como risoto, chuleta empanada acompanhada por batatas e sobremesa. Os responsáveis da prisão haviam colocado à disposição do Papa, segundo seu desejo pessoal, o quarto do Capelão para um breve repouso, fato não realizado pela falta de tempo, visto que presidiria logo após a Santa Missa no Parque de Monza, distante 20 km. Francisco é o primeiro Pontífice a entrar na Prisão San Vittore, um cárcere utilizado durante a ocupação nazista como centro de tortura e detenção de judeus antes de sua deportação para Auschwitz. (JE/Avvenire)/ Cultura FM