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Comunicação

Setor da radiodifusão tem projetos importantes aprovados pelo Congresso Nacional

Setor da radiodifusão tem projetos importantes aprovados pelo Congresso Nacional

Após forte atuação da ABERT e das associações estaduais junto aos parlamentares, o Congresso Nacional aprovou dois projetos considerados de extrema importância para o setor de radiodifusão. Os projetos que preveem o fim da propaganda partidária e o que diminui significativamente o tempo de propaganda eleitoral gratuita no segundo turno. Na madrugada da quinta-feira (5), a Câmara dos Deputados aprovou a extinção da propaganda partidária gratuita no rádio e na TV e a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O texto originário do Senado Federal foi mantido, sem sofrer alterações na Câmara. Com o fim da propaganda partidária e o consequente ressarcimento, o governo destinará para o fundo a somatória do valor da compensação fiscal das emissoras nos anos de 2016 e 2017. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral definir a quantia a ser repassada aos partidos políticos.  O Fundo Especial de Financiamento será composto também por 30% das emendas impositivas apresentadas pelas bancadas de deputados e senadores ao Orçamento Geral da União. A estimativa é de um fundo de R$ 1,7 bilhão em 2018. Já o Senado Federal aprovou, no início da tarde, o projeto de lei que reduziu, pela metade, o tempo da propaganda eleitoral gratuita no segundo turno.  Pelo texto aprovado, os programas em blocos passam de 20 minutos para 10 minutos, e nas inserções, de 70 minutos para 25 minutos.  Além de reduzir a propaganda eleitoral no segundo turno, o projeto também define a distribuição de valores do fundo eleitoral para os partidos políticos. Os dois projetos seguem agora para a sanção presidencial. Para valerem nas eleições de 2018, as alterações deverão entrar em vigor até o dia 7 de outubro. Com informações da ABERT
Rádio e TV têm mais audiência e credibilidade que a Internet

Rádio e TV têm mais audiência e credibilidade que a Internet

O jornalista, pesquisador e escritor Fernando Morgado esteve em Santa Catarina no Mídia Sul 2017 e falou sobre “A força do rádio e da TV aberta”. Ele, que é autor de diversos livros sobre rádio e TV, provou por meio da apresentação de dados que as rádios e TVs abertas se reinventaram e se mantêm as mídias mais confiáveis entre a população. Morgado recordou que 89% dos brasileiros ouvem rádio, 97% da população tem TV em casa, mas apenas 58% usam a Internet. “A internet ainda não supera o consumo de Rádio e TV. Lembrando ainda que parte dessa audiência online é de pessoas que estão consumindo rádio e TV por outros meios, como aplicativos e redes sociais”, ressaltou Morgado. O palestrante destacou também diversos dados que comprovaram como os meios tradicionais são convergentes com os meios digitais, muitas vezes servindo como canais de interatividade, aferição de audiência e métricas para mensurar os resultados de campanhas publicitárias. Rádio e TV: mais credibilidade -  “Mesmo com o avanço dos meios digitais, o rádio e a TV aberta seguem como protagonistas no consumo e na difusão de conteúdo no mundo. E o mais importante, com credibilidade em comparação com os meios digitais que, se expandem muito, mas você não pode confiar de primeira. Exigem o trabalho dos profissionais e a credibilidade que está nos veículos profissionais, como as rádios e as TVs abertas, que têm - inclusive - obrigações legais no seu compromisso com as comunidades”, enfatizou Morgado. De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, realizada pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal, 57% dos brasileiros dizem confiar sempre ou muitas vezes no conteúdo veiculado pelo Rádio e 54% quando o conteúdo é veiculado pela TV. Quando a pergunta destaca em qual meio eletrônico o brasileiro nunca confia, 84% não confiam em blogues, por exemplo, seguido por 83% que não cofiam nas redes sociais e 78% na internet de uma forma geral. Fernando Morgado lembrou ainda que Santa Catarina se destaca na Pesquisa Brasileira de Mídia, da Secretaria de Comunicação do Governo Federal, onde as rádios catarinenses aparecem com os maiores tempos médios. Para ele, resultado da evolução tecnologia, de conteúdo e, principalmente, do engajamento do meio rádio com a comunidade. “O rádio tem uma relação com as comunidades locais muito forte e é uma relação de mão dupla. Eu vejo essa simbiose muito forte, especialmente, aqui em Santa Catarina”, disse Morgado. Signis Brasil/ACAERT